Erros mais comuns na alimentação dos peixes.

Conheça quais são e saiba como evitá-los no seu aquário!

Foto de Marcos Franco

Falhas na alimentação dos peixes tendem a produzir má formação óssea, emagrecimento, cores pálidas, comportamento apático e baixa resistência imunológica, a ponto de resultarem em desfecho trágico. Este artigo tem como objetivo alertar sobre os equívocos mais comuns na alimentação dos peixes de água doce e orientar sobre como evitar problemas.

Alertas

Seja cuidadoso ao adquirir os alimentos e ao conservá-los. Veja como se prevenir dos principais riscos:

SOFISTICAÇÃO: RAÇÃO ESPECÍFICA PARA CAMARÕES  ORNAMENTAIS DE ÁGUA DOCE
Foto de André Albuquerque

• Alimentos de baixa qualidade: Pouco aproveitáveis pelo organismo, causam desnutrição. É o caso das rações com matérias-primas ruins, geralmente para baratear o custo. Apesar de serem desenvolvidas para atraírem pelo sabor, em geral suas proteínas não são suficientemente quebráveis em aminoácidos fundamentais para a construção e funcionamento do organismo. É o que acontece com as proteínas extraídas de animais de sangue quente, que os peixes têm dificuldade para absorver. Ao mesmo tempo, para que ocorra a adequada digestão da celulose das fibras (matéria fibrosa), é preciso que a ração, em sua formulação, as associe com probióticos (micro-organismos como as bactérias que compõem a biota ou “flora” intestinal).
A principal dica é oferecer somente rações premium, de marcas que fazem questão de divulgar as matérias primas utilizadas e que se preocupam com a máxima digestibilidade e palatabilidade de seus produtos. Caso contrário, haverá mau aproveitamento de nutrientes além de desequilíbrios no funcionamento intestinal e de deficiência na absorção de vitaminas produzidas pelas bactérias presentes no trato intestinal.
Outra dica é não ficar preso a uma única marca de ração por melhor que seja, pois entre as rações premium, mesmo as específicas para determinada espécie, costuma haver variação de nutrientes. Desde que não se abra mão da qualidade, é interessante proporcionar variedade alimentar aos peixes, como acontecena Natureza.

Foto de Eduardo Gerhardt

• Exposição prologada ao ambiente: A nutrição pode ser insatisfatória quando a ração, mesmo de boa qualidade, fica exposta ao ambiente depois de a embalagem de fábrica ter sido aberta. A exposição ao ar e à iluminação degrada as vitaminas, os minerais e as proteínas. Nessas condições, até mesmo a melhor ração premium vai se reduzindo a uma massa que apenas enche o estômago sem contribuir para a saúde. Uma solução é usar alimentos em embalagem com quantidade que não demore muitas semanas para ser consumida e abri-la a menor quantidade de vezes possível. As rações comercializadas em potes e baldes transparentes feitos com material que filtra os raios UV, como os da marca Tropical, tornam desnecessário abri-las para monitorar o alimento. Quando se usa alimentador automático, recomenda-se abastecê-lo com quantidade que não dure mais de uma semana. Esses alimentadores permitem contato constante com o ar e a umidade, além de possibilitarem a entrada de pequenos insetos e ácaros, o que contribui para a deterioração do alimento.

• Envenenamento por deterioração: Rações vendidas a granel ou em saquinhos plásticos transparentes, embaladas manualmente, estão sujeitas à decomposição prematura e à presença de micro-organismos prejudiciais. A umidade do ambiente acelera a decomposição e o contato com dedos introduz micro-organismos, como bactérias e fungos. Evitam-se esses riscos com rações embaladas industrialmente, invioladas, e que estejam dentro do prazo de validade. Ao encontrar na loja a mesma ração em potes de 54 e 135 gramas, por 60 e 100 reais, por exemplo, um ligeiro cálculo comparativo mostrará que sai mais em conta a opção com maior quantidade, certo? Mas lembre-se que o produto deverá ser totalmente consumido dentro do prazo de validade, sem esquecer que depois de abertura do lacre da ração a degradação se acelera e o prazo se reduz a poucas semanas ou meses.

• Parasitoses: Alimentos vivos, dependendo de onde foram coletados, podem trazer parasitas para o aquário. Evita-se o risco com alimentos vivos cultivados em cativeiro por fornecedor confiável.

Aquário Comunitário Tropical é recomendável oferecer suplementos protéicos e vegetais – Foto de Vitor Hugo Quaresma

Ração x água

As rações premium contribuem não só para a boa nutrição, mas também ajudam a manter a qualidade da água, o que se reverte em ambiente mais saudável para todos os habitantes do aquário. Alimentos de boa digestibilidade são mais absorvidos pelo organismo, o que produz menos fezes com consequente menor presença de amônia e de nitritos na água, substâncias prejudiciais aos peixes.

Suplementação

Nos aquários com peixes de uma única espécie, as necessidades nutricionais de seus habitantes teoricamente são as mesmas. Mas, na verdade, há variações conforme características individuais. Na fase reprodutiva e em peixes jovens, por exemplo, o organismo necessita de mais proteínas. Para atender às diferentes necessidades de proteína no aquário, uma boa estratégia é oferecer, além da ração premium, alimentos vivos, liofilizados ou congelados. Lembrando que os alimentos vivos não estão sujeitos à deterioração que ocorre nos produtos industrializados depois da abertura da embalagem.
Suplementos podem ser utilizados também com finalidades específicas. Boas marcas disponibilizam linhas especiais para crescimento, desenvolvimento de cores e estímulo do sistema imunológico. Além disso, os complementos alimentares ajudam a repor nutrientes da ração principal, como vitaminas e minerais, que estão sofrendo degradação por contato com o oxigênio do ar.

Em comunidade

No aquário comunitário é preciso estar atento às necessidades nutricionais de cada espécie que vive nele. Por exemplo, enquanto a principal dieta da maioria dos peixes tropicais é proteica, a dos herbívoros Acaris (Cascudos), que também são tropicais, é predominantemente à base de fibras. Apesar da diferença nutricional, esses peixes podem se dar bem num aquário comunitário. Isso porque a ração vegetariana dos Acaris vai para o fundo, diferentemente da ração proteica dos peixes tropicais que fica na superfície ou ameia altura, o que permite a cada um receber nutrição correta.
Já os Kinguios, também herbívoros, são exemplo clássico de peixes erroneamente mantidos em aquários comunitários tropicais. Além de revolverem o fundo engolindo e cuspindo cascalho, comem na superfície e na meia água como os peixes tropicais. Com isso, acabam ingerindo a ração destinada a outras espécies, o que bagunça a alimentação no aquário e resulta na má absorção dos nutrientes e em maior volume das fezes, poluindo o aquário mais que o necessário. Outro detalhe é que a ração para Kinguios tem formulação especial em função do sistema digestório deles, muito simples, sem estômago. Mesmo assim, carpas podem aproveitar bem a mesma ração por terem sistema digestório semelhante ao dos Kinguios.

Agradecemos a colaboração de Marcos Bomfim da Silva, que é professor de Biologia e Ciências, aquarista e consultor técnico da Tropical Import.

Contato: falecom@tropicalimport.com.br

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Reportagem e coordenação de imagens: Samia Malas • Revisão de estilo: Marcos Pennacchi • Texto: Marcos Pennacchi e Samia Malas

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