Planos de saúde para pets: uma nova realidade

Embora existam há um bom tempo, os planos vêm ganhando mais espaço e atualizações, o que exige atenção dos responsáveis em sua contratação para evitar surpresas

Foto: Imagem de Tyli Jura por Pixabay

Com os cuidados com a saúde dos cães e gatos atingindo outro patamar no Brasil, os planos de saúde para pets começaram a ganhar mais espaço no mercado nacional. Eles são inspirados no modelo da saúde suplementar humana, e têm como objetivo facilitar o acesso a serviços veterinários e diluir os custos dos responsáveis ao longo do ano. Porém, apesar do crescimento, é preciso atenção antes da contratação destes planos, que ainda representam uma parcela pequena do mercado, mas vêm crescendo principalmente nos grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Campinas.
As coberturas de planos de saúde variam bastante, assim como os valores de suas mensalidades. Em geral, as coberturas costumam incluir: consultas veterinárias; vacinação; exames laboratoriais (simples ou complexos, dependendo do plano); atendimento de urgência e emergência; exames de imagem; internações; cirurgias de baixa e média complexidade; UTI veterinária; tratamentos especializados; reabilitação e fisioterapia; e até atendimento domiciliar. Claro que os serviços variam de acordo com a adesão, pois há planos mais básicos, intermediários e outros mais completos. Cabe ao responsável certificar-se dos serviços que estão inclusos no pacote escolhido no momento da contratação.

PONTOS DE ATENÇÃO
Apesar das vantagens destes planos, especialistas alertam que o responsável deve analisar o contrato com cuidado. Entre os principais pontos de atenção estão: doenças pré-existentes, que geralmente não são cobertas; períodos de carência, que podem chegar a seis meses para cirurgias; exclusão de medicamentos para uso domiciliar; limitações para doenças genéticas ou congênitas; e rede credenciada restrita em algumas regiões. Além disso, o valor da mensalidade costuma variar de acordo com o porte, idade e raça do animal, o que pode impactar o custo ao longo do tempo. Cães de grande porte e idosos costumam ter mensalidades mais altas.

VALE A PENA?
Segundo veterinários, o plano de saúde tende a ser mais vantajoso para cães idosos; raças com predisposição a doenças; donos que realizam acompanhamento preventivo regular; quem vive em regiões com boa rede credenciada. Cada vez mais, as empresas e hospitais veterinários oferecem planos mais flexíveis, com cobertura personalizada, maior foco em medicina preventiva e maior integração com a telemedicina veterinária. A expectativa é que este segmento continue crescendo, acompanhando a evolução da veterinária e o novo perfil dos donos de pets brasileiros.

Por Samia Malas

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